Temporais provocaram transtornos em São Paulo

Publicado em: 29/07/2009
A frente fria que atua em parte do Sul e Sudeste provoca pancadas de chuva, trovoadas e rajadas de vento em várias localidades.
Durante a madrugada, as cidades de São Paulo e de Campinas foram atingidas por granizo e rajadas em torno de 50km/h.
Ontem, uma senhora de 40 anos morreu atingida por um raio em Taubaté, no Vale do Paraíba.
Na cidade do Rio de Janeiro, um forte temporal, com rajadas em torno de 85km/h, também provocou diversos transtornos.
Esta frente fria também organiza nuvens carregadas e algumas pancadas de chuva com trovoadas em Rondônia, sudoeste de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul. Já na Região Sul, especialmente no Rio Grande do Sul, a massa de ar polar que vem provocando frio histórico gerou mínima negativa no oeste gaúcho. Em Quaraí fez -1,2°C na madrugada.
Já na maior parte do Nordeste, o tempo permanece seco e ensolarado.
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14/03/2009
Queda de raio provoca morte de empresário em Brasília

Homem de 38 anos teria acabado de voltar de passeio de jet ski.
Ele foi atingido quando estava à beira do lago Paranoá, onde caiu o raio.

A queda de um raio no lago Paranoá, em Brasília, no início da tarde deste sábado (14), provocou a morte de um empresário de 38 anos. Ele estava à beira do lago.

O raio caiu perto de um cais que fica em uma casa de festas no Setor de Clubes Sul. Segundo testemunhas, a vítima tinha acabado de voltar de um passeio de jet ski, quando houve a descarga elétrica, por volta de uma da tarde.

O empresário foi socorrido no Hospital de Base. O choque elétrico foi tão forte que ele tinha ferimentos pelo corpo. Segundos os médicos, ele sofreu uma parada cardíaca. O empresário morreu por volta de uma e vinte da tarde.

Fonte: http://g1.globo.com/Noticias/Brasil/0,,MUL1043179-5598,00.html
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Zona leste tem maior incidência de raios
Inédito, estudo é de um grupo do Inpe; Vila Prudente, Aricanduva, Itaquera e Penha estão entre os distritos com maior incidência

No Estado, São Caetano lidera em raios; urbanização, asfaltamento, prédios e poluição explicam fenômeno, diz doutor em geofísica

EVANDRO SPINELLI
DA REPORTAGEM LOCAL

Até que as águas de março fechem o verão, raios cortarão os céus de São Paulo como em nenhum outro local do Brasil. E alguns trechos da zona leste e do centro sentirão esse fenômeno com maior intensidade.
A Folha teve acesso a um estudo inédito do Elat (Grupo de Eletricidade Atmosférica) do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais) que aponta esses como os locais com maior incidência de raios na cidade de São Paulo.
Nas regiões da Vila Prudente, Aricanduva, Itaquera e Penha, a incidência de raios chega a 11 por km² por ano. Ou seja, é grande a chance de ao menos 11 raios caírem por ano a no máximo 1 km da sua casa, se você morar, por exemplo, no Jardim Anália Franco ou no Tatuapé, na zona leste da cidade.
Para efeito de comparação, a incidência na cidade do Rio de Janeiro é de 2,24 por km² por ano. Em trechos da Serra do Mar, ainda na cidade de São Paulo, no distrito de Marsilac (extremo sul), o índice é de 3,5.
E o que explica o fenômeno? Uma mescla de urbanização, asfaltamento, prédios e poluição, diz o coordenador do Elat, Osmar Pinto Junior, engenheiro eletrônico e doutor em geofísica espacial.
"A razão da alta incidência de raios em São Paulo é a atividade urbana responsável pela "ilha de calor" que se forma em decorrência do asfalto, dos prédios e da poluição. Este efeito é mais sensível nas regiões central e leste da capital, levando a uma maior ocorrência de raios nestas regiões", afirmou.

Expansão
O fenômeno acaba se expandindo também para cidades da região metropolitana. São Caetano do Sul, por exemplo, vizinho à Vila Prudente, é a cidade com maior incidência de descargas elétricas do Brasil, com 12,153 por km² por ano.
O dado em si é curioso, mas para o que ele serve exatamente? O coordenador do Elat explica que, para definir o tipo e a capacidade dos para-raios, é preciso conhecer a incidência de raios naquela região.
Atualmente, as orientações da ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas) em relação ao assunto consideram dados da década de 1970 feitos um sistema precário que tinha como base a quantidade de trovões que os técnicos ouviam.
Agora, a Rede Brasileira de Monitoramento de Descargas usa equipamentos modernos que definem com precisão de até 10 metros o local onde caiu o raio.

Seguros
A informação também interessa ao mercado de seguros que, assim como faz com os automóveis -cobra mais caro em locais com maior índice de roubos-, pode elevar ou reduzir os valores do seguro residencial de acordo com o risco de raios.
A maior quantidade de descargas na zona leste em relação, por exemplo, à zona sul é ignorada "tanto do ponto de vista da proteção de estruturas como pelas seguradoras", diz o coordenador do Elat.


Descargas elétricas mataram 24 pessoas no Brasil neste ano, 8 delas no Sudeste
RAFAEL SAMPAIO
DA REPORTAGEM LOCAL

Só neste ano, 24 pessoas morreram devido a raios no Brasil -dez no Nordeste, oito no Sudeste, quatro no Sul e duas no Norte.
"A quantidade [de vítimas] deve aumentar em março, mês em que o volume dos temporais costuma ser maior", afirma Osmar Pinto Junior, coordenador do Elat (Grupo de Eletricidade Atmosférica) do Inpe.
Apesar de alto, o número não supera o registrado no mesmo período do ano passado, quando houve 31 mortes entre janeiro e fevereiro -2008 bateu o recorde da década em mortes por raios, afirma um estudo do grupo de pesquisa do Inpe.
Foram, ao todo, 75 mortes no ano passado, aumento de 60% com relação a 2007, quando 47 pessoas morreram devido aos raios. O recorde anterior é de 2001 -73 mortes tiveram como origem descargas elétricas causadas por chuvas.
O motivo é o fenômeno La Niña, que causou aumento no número de tempestades com raios em quase todas as re giões do país, explica Osmar.
O La Niña, segundo o pesquisador, se caracteriza pelo resfriamento do oceano Pacífico na altura de países como o Chile e o Peru. "Isso afeta a circulação atmosférica na América do Sul e no Brasil, o que facilita a formação de temporais", diz. O fenômeno, informa Osmar, está previsto para durar até maio.
O Sudeste foi a região campeã em raios no ano passado (39% do total), seguido do Nordeste (32%). Segundo o pesquisador, cerca de 60 milhões de raios atingiram o território brasileiro em 2008 -número que deve se repetir neste ano.
Só no Estado de São Paulo, 20 pessoas morreram no último ano -quase três vezes mais do que no Ceará, segundo Estado no ranking.
De cada três mortes ocorridas por raios no último ano, uma foi de um homem adulto que vive ou trabalha no campo, afirma o pesquisador.
"A desinformação é a maior inimiga na área rural. É perigoso segurar objetos metálicos, como enxadas, em campo aberto durante um temporal."

PRECAUÇÃO
FILTRO DE LINHA E TOMADA DE TRÊS PINOS PROTEGEM CONTRA RAIOS

Pode estender garfo, se enfiar na banheira ou fazer qualquer outro tipo de simpatia. Especialistas garantem que, para proteger equipamentos domésticos contra descargas, só mesmo filtro de linha de boa qualidade e tomada de três pinos com aterramento. A outra solução, mais radical, é tirar tudo da tomada. Com exceção dos prédios mais novos, ter para-raios ajuda a proteger o prédio, não os equipamentos domésticos. Paulo Rewald, diretor de Instalações do Secovi (sindicato da habitação), disse que todos os imóveis de São Paulo, à exceção das casas, têm obrigatoriamente para-raios. O que também não quer dizer que um raio nunca caia duas vezes no mesmo lugar. "Tem muitos casos de raios caírem em uma mesma edificação mais de uma vez", afirmou.


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19/02/2009 Bruno Camargos/vc repórter
Brasil lidera queda de raios no mundo

Nenhum país recebe mais descargas atmosféricas que o Brasil. Por ano, cerca de 60 milhões de raios caem do Oiapoque ao Chuí. Ontem, a Rede Brasileira de Detecção de Descargas Atmosféricas (BrasilDat) registrou 17,3 mil raios no País.

Em Minas Gerais, onde o publicitário Bruno Camargos, 30 anos, fotografou uma seqüência de raios na noite de quarta-feira, em Belo Horizonte, foram registrados apenas ontem 10,8 mil descargas atmosféricas.

No ano passado, o número de mortes provocadas por raios foi o maior da década, com 75 mortes. No ano anterior, foram 47, segundo o Grupo de Eletricidade Atmosférica do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). O recorde anterior era de 73 mortes em 2001.

Em 2008, 61% dos casos ocorreram no verão (seguido da primavera com 23%), 83% ao ar livre e 76% das vítimas foram homens. Para 2009 é previsto que o número de raios se mantenha nos níveis de 2008.

Além de ter um alto número de raios, o território brasileiro ainda é afetado pelo fenômeno La Niña, que altera a formação de tempestades no País e aumenta o volume de descargas atmosféricas em todo o continente. Neste ano, o fenômeno está agindo sobre o Brasil

Fonte: http://noticias.terra.com.br/brasil/interna/0,,OI3513807-EI306,00.html
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20/01/2009
Da Agência O Globo
Queda de raio mata mulher na Zona Sul do Rio de Janeiro

A estudante Vanessa Alves de Assis Vieira, de 24 anos, morreu na tarde de segunda-feira depois de ser atingida pela descarga elétrica de um raio que caiu na Pedra da Gávea, em São Conrado, Zona Sul do Rio, como informa reportagem publicada nesta terça-feira pelo jornal O Globo.

Vanessa foi atingida pelo raio quando fazia uma trilha com quatro amigas. Ela foi resgatada por um helicóptero do Corpo de Bombeiros e levada inicialmente para o Centro de Recuperação de Afogados, na Barra. De lá, foi transferida para o Hospital Lourenço Jorge, mas já chegou morta. As quatro amigas, que não correm risco de morrer, sofreram queimaduras e foram atendidas no hospital.

A morte de Vanessa Alves de Assis Vieira foi a primeira registrada neste ano, por causa de uma descarga. No dia 24 de dezembro, a queda de um raio já havia provocado rachaduras na fachada de um prédio em Higienópolis, no subúrbio do Rio. Ninguém ficou ferido.

Conforme reportagem exibida na manhã desta terça-feira no telejornal Bom Dia Rio, os especialistas alertam que a temperatura pode chegar a 25 mil graus no ponto onde cai um raio, em um local aberto. Por isso, eles recomendam procurar um abrigo na hora de uma tempestade com relâmpagos.

Em Macaé, 15 minutos de uma ventania causaram prejuízos no aeroporto da cidade no fim de semana. Um helicóptero que estava parado na pista foi derrubado. Hangares de várias empresas de táxi aéreo ficaram sem telhado. A área de embarque, inaugurada em fevereiro, também ficou sem teto. Dois carros foram danificados.

As chuvas voltaram a castigar nesta segunda-feira a região serrana e Rio Bonito, na Baixada Litorânea. Duas pessoas morreram e quatro ficaram feridas em deslizamento de terra, na tarde desta segunda-feira, em Petrópolis.

Maria Cristina Ramos, de 43 anos, e a filha dela Vitoria Ramos, de nove anos, morreram soterradas. O acidente, de acordo com o G1, aconteceu depois de um temporal.

Três casas, na Rua Minas Gerais, no bairro Quitandinha, foram atingidas. Segundo os bombeiros, elas foram construídas em área de risco.

Em Friburgo, a chuva provocou queda de barreiras em diversos pontos da cidade. A situação é mais grave na Rodovia RJ-130, a Friburgo-Teresópolis, onde uma queda de barreira fechou totalmente as pistas na saída de Friburgo na altura do Hospital São Lucas.

O distrito de Conselheiro Paulino foi o mais atingido. De 19h30m até 20h30m o índice pluviométrico chegou a mais de 40 milímetros. De acordo com o coordenador da Defesa Civil de Friburgo, Coronel Roberto Robadey, houve deslizamento de terra sobre uma casa e há ameaça de queda de barreira sobre outras duas residências. Apesar da forte chuva, ninguém ficou ferido.

Houve deslizamento de terra também na RJ-142, a estrada de Muri, e na RJ-150, no distrito de Amparo, onde somente veículos de passeio têm permissão de seguir viagem.

Alagamentos em Rio Bonito

No município de Rio Bonito, alguns bairros ficaram alagados. Os rios Bonito e Vermelho transbordaram e fizeram com que várias ruas do Centro, Bela Vista e Rato Molhado alagassem, provocando transtornos no trânsito. Desde novembro, os temporais castigam a cidade.

FONTE: http://www.diariodepernambuco.com.br/brasil/nota.asp?materia=20090120080344&assunto=114&onde=Brasil
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10/01/2009
Brasil bate recorde em mortes por queda de raios. É mais fácil ser atingido por um raio do que ganhar na Megasena com uma aposta simples

Desde 2001, quando o levantamento começou a ser feito, nunca morreram tantos brasileiros devido à queda de raios quanto em 2008. Foram 75 mortes, contra 47 ocorridas no ano de 2007. O levantamento consta de um relatório detalhado sobre o ano passado elaborado pelo Grupo de Eletricidade Atmosférica (Elat), do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE). O recorde anterior, de 73 mortes, tinha ocorrido em 2001. Segundo o relatório do Elat, o próprio número de raios também cresceu no ano passado, com mais de 60 milhões de ocorrências. Segundo declarou o pesquisador Osmar Pinto Júnior, do Elat, ao jornal O Globo de 09 de janeiro, que divulgou o estudo, o crescimento do número de ocorrência seria devido ao fenômeno La Niña (esfriamento anormal das águas do Oceano Pacífico).

Em 2008, a maioria dos casos de morte ocorreram no verão (61%) e na primavera (23%). A maior parte ocorreu ao ar livre e 76% das vítimas eram homens. O perfil humano mais atingido é o de homens adultos trabalhando em zonas rurais (30%). No mapeamento por tipo de local, a maioria dos casos aconteceram em zonas rurais (63%), outros 22% em zonas urbanas, 10% em rodovias e 5% em litoral. Por regiões do país, a Sudeste teve o maior número de casos (39%), seguida pelo Nordeste (32%), sul (15%), Centro-oeste (9%) e Norte (5%). São Paulo foi o estado que apresentou o maior número de casos (20).

O relatório divulga também que as circunstâncias mais comuns em que ocorreram mortes por raios foram o trabalho agropecuário no campo (19%), pessoas próximas de meios de transporte tais como motos (17%), pessoas dentro de casa em geral próximas a objetos ligados a rede elétrica (17%) e pessoas próximas a casas mas não dentro delas (12%). O relatório também destacou duas situações, uma por ser novidade, os primeiros casos no país de pessoas falando ao celular dentro de casa, com o aparelho ligado à rede elétrica (4%). E a segunda pelo relativamente baixo número de ocorrências: pessoas jogando futebol (5%). Segundo declaração dos pesquisadores ao jornal O Globo, um dos motivos apontados para as ocorrências com celular pode ser a troca de aparelhos fixos por linhas de celular em residências.

A divulgação do estudo pelo Elat exercitou um recorte estatístico segundo o qual a chance de uma pessoa ser acertada por um raio no Brasil, pelo menos no ano de 2008, foi de 1 em 2,5 milhões. Isso varia de região para região, sendo que a maior probabilidade esteve em Alagoas e Tocantins (1 em 500 mil) e a menor no Rio de Janeiro, Bahia e Pará (1 em 7,5 milhões). Em São Paulo, a chance foi de um em 2 milhões. Estatisticamente, portanto, é possível afirmar que é muito mais fácil para os brasileiros ser atingido por um raio do que ganhar na Megasena com um palpite simples de seis dezenas (cuja probabilidade é de 1 em 50 milhões).

FONTE: http://www.prometeu.com.br/noticia.asp?cod=679
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15/11/08
Chuva causa prejuízo e morte

Menina foi atingida por raio quando esperava ônibus para ir à escola - Carolina Coutinho

Atingida por um raio, a estudante Maria Cely dos Santos, 26, morreu eletrocutada na cidade de Salinas, região Norte de Minas. A jovem estava parada em um ponto de ônibus do povoado de Nova Fátima, aguardando a condução para ir à escola em Salinas. De acordo com o coordenador da Defesa Civil Municipal, Edson Sarmento, chovia forte e relampeja muito no momento. "A descarga elétrica que caiu sobre ela foi tão forte que ela morreu na hora. A sombrinha que segurava pegou fogo e virou pó. É comum na região ter muito raio. Outros casos como esse já aconteceram por aqui. Meu tio mesmo morreu assim anos atrás", disse Sarmento. Essa semana em Goianésia, interior de Goiás, um jovem de 15 anos também morreu eletrocutado por causa de descargas atmosféricas provocadas pela chuva. No momento do incidente, a vítima falava ao celular, que estava ligado na tomada através do carregador de bateria. De acordo engenheiro de operações da Cemig Marcos Vinícius Carneiro, alguns cuidados básicos devem ser tomados quando a chuva é acompanhada de raios. "A descarga atmosférica (raio) procura o caminho mais fácil para atingir a terra, que é por meio de objetos metálicos, como portões e cercas, por exemplo", explicou o especialista.

Meteorologia. A frente fria que está parada em Minas Gerais desde a quinta-feira da semana passada começa a perder força hoje. Segundo o meteorologista Jorge Moreira, do 5º Distrito de Meteorologia de Minas, estão previstos temporais para as regiões Norte, Noroeste, Vale do Jequitinhonha e Vale do Rio Doce. Nas demais regiões deve chover moderadamente a qualquer hora do dia. No domingo, a nebulosidade vai diminuir e as temperaturas devem aumentar. Segundo Moreira, em Belo Horizonte já choveu 48% da média esperada para o mês de novembro. Em Belmiro Braga, na Zona da Mata, as famílias que ficaram desabrigadas após o temporal da última quarta-feira, continuam alojadas em uma escola municipal.
(Com Alice Carvalho)

Aeroportos
Fechados. Segundo a Infraero, o aeroporto da Pampulha, em BH, o de Confins e o Francisco de Assis, em Juiz de Fora, operaram até o final da tarde de ontem por instrumentos por causa da falta de visibilidade.

Como prevenir acidentes com raios
Para evitar o contato com as descargas elétricas, as pessoas devem:
Evitar qualquer tipo de objeto feito de metal quando estiver relampejando
Não tomar banho quando estiver caindo chuva forte
Desligar os eletrodomésticos na tomada
Não falar ao telefone fixo
Pode usar o celular desde que ele não esteja conectado na tomada

ATENÇÃO!!

O caminho mais fácil para que a descarga elétrica chegue à terra é através dos objetos metálicos.
Portanto, fique longe também de locais que tenham cercas ou portões elétricos

Fonte:http://www.otempo.com.br/otempo/noticias/?IdEdicao=1113&IdCanal=6&IdSubCanal=&IdNoticia=95872&IdTipoNoticia=1
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13/10/08
Temporal mata agricultor e destelha casas no RS


Um temporal, com forte ventania e chuva de granizo, matou um homem e destelhou pelo menos 200 casas em São Sepé, na região central do Rio Grande do Sul, na noite de domingo. O agricultor Luis Oscar Ferreira foi atingido por um raio quando cavalgava para recolher gado na localidade de Jazidas e morreu na hora.

No perímetro urbano do município, 200 casas dos bairros Kutz, Lajeado do Moinho, Lili e Pontes tiveram seus telhados avariados total ou parcialmente. Três famílias tiveram de buscar abrigo num ginásio municipal. Hoje, o vento e o granizo voltaram a provocar estragos em algumas localidades do oeste do Estado, destelhando 30 casas em São Luiz Gonzaga e oito em São Borja.

Fonte: http://g1.globo.com/Noticias/Brasil/0,,MUL797203-5598,00- TEMPORAL+MATA+AGRICULTOR+E+DESTELHA+CASAS+NO+RS.html
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25/07/08
Raios causam prejuízo de R$ 1 bilhão por ano ao Brasil, diz instituto


Pesquisa feita pelo Inpe relaciona calor com aumento da incidência de raios.
São 50 milhões de descargas elétricas por ano no país
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Em nenhum lugar do mundo caem tantos raios como no Brasil, segundo os pesquisadores. São 50 milhões de descargas elétricas por ano no país. O mais preocupante é que, agora, a quantidade está aumentando e os raios estão provocando mais mortes. Até agora, foram 52.

A cidade de São Paulo está cada vez mais sujeita a esse tipo de fenômeno: 25% das mortes provocadas por descargas elétricas no país se concentram na capital paulista

A capital paulista se transformou em uma grande ilha de calor, com poluição, asfalto, muitos prédios e pouco verde. De acordo com o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), nos últimos 50 anos, o ritmo de aquecimento no município está mais acelerado que no restante do planeta. Enquanto a temperatura média global subiu pouco mais de meio grau, a de São Paulo aumentou dois graus.

Dias mais quentes significam mais tempestades e muitos raios. “Uma boa tempestade tem, pelo menos, cem raios por minuto”, calcula o meteorologista da Universidade de São Paulo (USP), Carlos Morales.

A primeira pesquisa no mundo que relaciona o calor com o aumento da incidência de raios é brasileira. Foi feita pelo Inpe. De acordo com o estudo, no final da década de 1950, em média, 6 mil raios atingiam a capital paulista por ano. Hoje, são 10 mil.

Como a base de dados brasileira é recente, para chegar ao número de raios foi comparada à quantidade de dias com tempestade. Naquela época, eram 70 por ano. Hoje, são 90. Cem pessoas morrem anualmente vítimas dos raios

Prejuízo
Segundo o Inpe, os raios provocam prejuízos ao país de R$ 1 bilhão por ano. A maior parte, no setor elétrico. Por isso mesmo, a empresa que distribui energia para a capital paulista decidiu reforçar a segurança. Instalou 500 mil pára-raios em vários pontos da cidade e criou um departamento para monitorar as tempestades. Quando uma delas se aproxima, um alerta é enviado às equipes.

“Sabendo em qual região ela vai passar, você antecipa os fatos e está preparado para que isso não cause tantas conseqüências”, disse o gerente de operações da Eletropaulo, Sérgio Vieira.

Fonte: http://g1.globo.com/Noticias/Brasil/0,,MUL700502-5598,00-RAIOS+CAUSAM+PREJUIZO+DE+R+BILHAO+POR+ANO+ AO+BRASIL+DIZ+INSTITUTO.html
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07/05/2008
Queda de raio causa apagão telefônico e Samu passa a atender pelo número 193


O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu-JP), localizado no Centro Administrativo Municipal (CAM), em Água Fria, está recebendo os chamados de urgência e resgate da população através do número 193 do Corpo de Bombeiros e de três linhas convencionais.

Essa mudança ocorreu logo após a queda de um raio às 4h da manhã desta quarta-feira, dia 7, no mesmo bairro, atingindo toda a rede de telefonia da empresa Oi/Telemar, ocasionando a interrupção da linha 192 do Samu.

De acordo com o superintendente administrativo do Samu, Gilmore Lins, a população não foi prejudicada em nenhum momento, pois logo após o ocorrido, os órgãos específicos foram acionados e realizadas as parcerias.

Em caso de urgência a população deve telefonar, para o ‘193’ e para os telefones: 3218-9214 / 3218-9068 / 3218-9242. Gilmore pede a população que até às 19h os chamados sejam feitos nessas linhas, pois a Telemar já está tomando as devidas providências para restabelecer a conexão com o número ‘192’.

“Assim que ficamos sem conexão com a população, entramos em contato com o Samu Nacional e a Telemar, que nos cedeu três linhas convencionais. Imediatamente o Corpo de Bombeiros foi acionado e formou uma parceria conosco. A população só precisa ligar para o 193 e eles nos repassam o chamado imediatamente”, explicou Gilmore.

Fonte: http://www.onorte.com.br/noticias/?82421

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02/05/2008
Sobral: queda de raio deixa família em pânico
Sobral. A casa de uma família de quatro pessoas foi atingida por um raio na noite da última terça-feira, na localidade de Desterro, zona rural no alto da Serra do Rosário, distante cerca de 20 quilômetros de Sobral. Provavelmente, a tragédia não foi consumada porque, minutos antes, outro forte raio interrompeu a transmissão de energia elétrica na comunidade.
Por volta das 20 horas, Benedito Oliveira Sousa, a esposa, Maria Gomes Cavalcante; e os dois filhos, Benedito e Benedita, se recolhiam para dormir. Quando o segundo relâmpago chegou, foi acompanhado de um forte estrondo e clarão.
Primeiramente, o corisco, como também são conhecidos os raios, destruiu um mamoeiro, derrubou parte da parede de uma pocilga, matou quatro porcos, seguiu por um arame de estender roupas e chegou até a casa. Foi por intermédio desse metal que um facho de luz chicoteou todos os cômodos da casa e a descarga atingiu a família.
Segundo relataram, quando o raio entrou, todos os interruptores saltaram das paredes, a porta da geladeira abriu com violência, o pai foi arremessado mais de um metro, feriu a cabeça e ficou desacordado algum tempo, e todos ficaram surdos e trêmulos até o dia seguinte. ´A luz chegou e deu pra vê-la circulando aqui dentro. O fio da parabólica, som, DVD, tudo se partiu ao meio e ficou cheirando queimado. O pai e a mãe estão com queimaduras no corpo e não tem mais nada funcionando aqui em casa. Foi uma noite de muito medo´, narra Benedita, de 14 anos, com o irmão em casa, porque os pais estavam em Sobral buscando solucionar o problema junto à Coelce.
Nessa noite de tempestade, relâmpagos e trovões, ainda ocorreram três tremores de terra, de pequenas magnitudes, mas perceptíveis pelos moradores. Uma equipe da Defesa Civil foi enviada ao local para socorrer a família.
Natércia Rocha
Repórter
Fonte: http://jluis.my1blog.com/category/sobral-queda-de-raio-deixa-familia-em-panico/

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31/03/2008
Google Maps reúne dados sobre queda de raios no Brasil - Fonte: Folha Online

A BrasilDat (Rede Brasileira de Detecção de Descargas Atmosféricas) concluiu a integração dos dados sobre a queda de raios no país ao serviço de mapas e imagens de satélite do Google, o Google Maps.
O trabalho foi feito pelo Elat (Grupo de Eletricidade Atmosférica), do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais) e, segundo o Ministério da Ciência e Tecnologia, a ferramenta permite acesso rápido aos dados do Elat para verificar se houve queda de raio em determinada região.
O serviço, ainda não disponível ao público em geral, permite ao Elat acessar os dados do BrasilDat pela internet utilizando a ferramenta do Google.
De acordo com o ministério, ainda é necessário criar uma legislação que regulamente o uso da plataforma para que o serviço possa ser acessado livremente pelo público.
Os dados também podem ser usados por empresas de energia elétrica ou seguradoras para conferir se são procedentes reclamações de clientes quanto a descargas elétricas e aparelhos danificados.
O Inpe informa que o contato para os interessados no acesso aos dados pode ser feito pelo e-mail osmar@dge.inpe.br.
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08/03/2008
Raio atinge motociclista na rodovia Fernão Dias
- Fonte: Folha Online

Um motociclista morreu depois de ser atingido por um raio quando trafegava na altura do km 79,5 da rodovia Fernão Dias, sentido São Paulo, por volta das 16h30 deste sábado. Segundo a Polícia Rodoviária Federal, chovia no momento do acidente.
O trecho teve que ser interditado para que o motociclista fosse resgatado de helicóptero, e houve cerca de 2 km de congestionamento.

04/03/2008
Raio
- Fonte: Folha Online
Ainda na madrugada de hoje, por volta das 2h20, uma descarga elétrica atingiu uma casa na Vila São Sebastião, em Sabará (MG). Um homem foi atingido e encaminhado à Santa Casa. O Corpo de Bombeiros não soube informar a identidade dele e a extensão dos ferimentos que sofreu.

22/02/2008 - Fonte: Metro
Raios mataram 11 em SP desde o ínicio do ano
No estado de São Paulo, houve aumento de 32% nas descargas elétricas este ano, o que levou à morte de 11 pessoas nos últimos 50 dias. O Estado foi responsável pela maioria das mortes registradas no país no mesmo período (foram 22 no total), segundo o Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais). E a situação tende a piorar, o pesquisador do Inpe Osmar Pinto Júnior estima que, até o fim do verão, a incidência de raios no Sudeste tenha aumento de 50%.

Só no mês passado ocorreram 108.675 descargas elétricas no Estado, ante 81.920 em janeiro de 2007, quando foram registradas 18 mortes nos primeiros 50 dias do ano, que fechou com 46 casos.
O Instituto atribui o aumento de raios ao fenômeno climático La Niña.

O pesquisadro do Inpe explica que o resfriamento das águas do oceano Pacífico altera a circulação dos ventos globalmente e favorece a formação de tempestades no Sudeste. Outro fator seria a previsão do tempo, que indica temperaturas pouco acima da mádia histórica, aliadas a precipitações.

11/01/2008
Pai e filho morrem atingidos por raio em SC
- Fonte: UOL
São Paulo - Pai e filho morreram atingidos por um raio na noite de ontem em Santa Catarina. De acordo com o Corpo de Bombeiros, Osmar Antônio Martins e o filho Bruno Martins estavam trabalhando em uma lavoura de tomates em Rancho Queimado quando as trovoadas começaram, por volta das 18 horas. Os dois e um sobrinho de Osmar procuraram abrigo em uma cabana feita com lona plástica. Pai e filho estavam descalços, e pode ter sido esse o motivo para a morte, de acordo com os bombeiros, já que o sobrinho, que calçava botas, não sofreu ferimentos.

Solange Spigliatti

07/01/2008
Inpe apura queda de 37% em mortes por raio em 2007
- Fonte: UOL
São José dos Campos - Quarenta e seis pessoas morreram atingidas por raios no País em 2007, número 37% menor que o total registrado no ano anterior. Ainda assim, o Brasil continua sendo campeão mundial na incidência de raios, com cerca de 50 milhões de descargas elétricas todos os anos, segundo o Grupo de Eletricidade Atmosférica do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais), que faz avaliações diárias das descargas. O período com maior incidência vai de dezembro a março.

O fenômeno começou a ser quantificado pelo Inpe em 1999. Segundo o instituto, a região Sudeste do País terá mais raios neste verão. "Para chegarmos a essa conclusão analisamos o volume de descargas dos últimos anos. O estudo é baseado em fatos registrados desde 1999 e não em modelos matemáticos, como é feita a previsão do tempo", explicou o pesquisador Osmar Pinto Júnior, especialista no assunto e chefe do departamento no Inpe. De três pontos analisados - a primavera dos últimos anos, a influência do fenômeno La Niña e a previsão climática deste verão - levaram os pesquisadores a concluir que até março os quatro estados do Sudeste devem registrar maior número de raios.

"Em 2001 tivemos a influência do La Niña e notamos um crescimento nas descargas atmosféricas", disse Pinto Júnior. O La Niña, que é a redução da temperatura das águas do oceano Pacífico Equatorial, influencia a temperatura no País, assim como em todo planeta, porque o resfriamento das águas modifica a circulação dos ventos. "Outro fator é a própria previsão do tempo que indica temperaturas pouco acima da média histórica aliada a precipitações", observou o pesquisador. Dos 50 milhões de raios que caem no Brasil, 70% se concentram no verão. "Já o calor aliado à poluição contribui para que os raios caiam mais nos grandes centros", acrescenta.

Ficar em campos abertos como jardins, praias ou mesmo na rua durante tempestades é um grande risco. Das mortes registradas todos os anos, 90% ocorreram em locais abertos. As 46 mortes registradas no ano passado podem não representar a realidade já que muitas não são registradas. Apesar da redução de 37%, as regiões onde mais ocorrem acidentes com raios (Sul, Sudeste e Centro-Oeste) tiveram redução de somente 15% do número de descargas. Segundo o levantamento, São Paulo detém o maior número de casos, cerca de 30%.

Simone Menocch

06/01/2008 - Fonte: Folha Online
Jovem morre atingida por um raio no interior de SP
Um raio atingiu e matou uma jovem na cidade de Cristais Paulista (414 km a norte de São Paulo), por volta das 17h de sábado (5), de acordo com a polícia. Denise Martins de Souza, 19, foi atingida quando andava por uma área descampada no sítio do pai. Segundo a polícia, chovia no momento em que a jovem foi atingida pelo raio. Souza foi socorrida e levada ao pronto-socorro de Cristais Paulista, onde tentaram reanimá-la, sem sucesso. Depois foi encaminhada a um hospital em Franca (SP), mas não resistiu.


17/01/2007 - Fonte: IdGNow
CADA RAIO GERA UM PREJUÍZO DE 20 REAIS AO BRASIL, DIZ ESTUDO DO INPE

Cada raio causa ao País um prejuízo de cerca de 20 reais. Esta é a conclusão do Grupo de Eletricidade Atmosférica (Elat) do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe/MCT), que realizou um estudo junto às empresas do setor elétrico, telecomunicações, seguro, equipamentos eletro-eletrônicos, construção civil, aviação, agricultura, pecuária, entre outras, concluindo que os raios causam prejuízos anuais de aproximadamente um bilhão de dólares.

O maior prejudicado é o setor elétrico com a queima de equipamentos, perda de faturamento, aumento das despesas de manutenção e penalizações. Seu prejuízo está avaliado em cerca de 600 milhões de reais, seguido pelas empresas de telecomunicações, com cerca de 100 milhões de reais, e as empresas seguradoras e de eletro-eletrônicos, com cerca de 50 milhões de reais cada. Considerando que no País ocorrem cerca de 60 milhões de raios por ano, em média cada raio representa um prejuízo de 10 reais ao setor elétrico.

Ainda que no Brasil ocorram aproximadamente o dobro de raios do que nos Estados Unidos, seu prejuízo com o fenômeno é bem menor, cerca de dois bilhões de dólares. A maior diferença entre o Brasil e os Estados Unidos está nos prejuízos associados às queimadas causadas por raios, que nos Estados Unidos são maiores que no Brasil.


Impacto El Niño

Outro estudo realizado nos últimos quatro meses pelo Elat/Inpe mostra que o atual fenômeno El Niño tem causado um aumento de 15% na incidência de raios na região Sul do País, com efeitos não evidentes nas outras regiões.

Na região Nordeste a incidência de raios não tem variado em comparação com o mesmo período do ano passado. E nas regiões Sudeste, Norte e Centro-Oeste a incidência de raios tem sido em média 10% menor do que no ano passado, porém tais variações não podem ser atribuídas diretamente ao fenômeno El Niño, neste ano de fraca intensidade.

Em todo o País ocorreram cerca de 21 milhões de raios nos últimos quatro meses, enquanto no mesmo período do ano passado foram registrados 23 milhões.

08/07/2005 - Fonte: Folha Online
Furacão Dennis avança pela região central de Cuba

    Cienfuegos (Cuba) 8 jul (EFE).- O furacão Dennis chegou em terra na localidade de Cienfuegos e está avançando pela região central de Cuba, com ventos máximos de 240 km/h, após deixar para trás muita destruição e pelo menos seis mortes na passagem pelo Haiti, além de ter causado o desaparecimento de um homem na Jamaica.
O último relatório do Centro de Prognósticos do Instituto de Meteorologia de Cuba indica que "Dennis" continua na categoria 4 da escala Saffir-Simpson - que vai até cinco - e está se deslocando pelo centro e sul de Cuba, em direção oeste-noroeste, a uma velocidade média de 24 km/h. Segundo José Rubiera, chefe do Centro de Prognósticos, o olho do furacão chegou em terra na localidade de Cienfuegos, trazendo chuvas intensas e ventos fortes com picos de até 260 km/h, em um raio de 170 km/h.
    As autoridades cubanas evacuaram mais de 650.000 pessoas em todo o país, entre eles milhares de turistas, principalmente nas áreas costeiras. Mais de 100.000 pessoas foram evacuadas na cidade de Cienfuegos (com 300.000 habitantes), segundo fontes oficiais consultadas pela EFE. As autoridades temem que o nível do mar aumente em até cinco metros, provocando graves inundações nos arredores da baía. Os ventos fortes que atingem Cienfuegos provocaram a queda de muros, postes do sistema elétrico e árvores, e causaram danos em vários edifícios. A energia elétrica foi suspensa e a situação pode piorar nas próximas horas.
Na passagem pelo Caribe, Dennis deixou pelo menos seis mortos e vários desaparecidos no Haiti, e provocou graves danos na região oriental de Cuba, principalmente em Santiago, a segunda maior cidade do país (500.000 habitantes), onde 85% da população ficou sem energia elétrica...
    Em Santa Cruz del Sur, em Camagüey, onde hoje o olho do furacão tocou o território cubano pela primeira vez, o avanço do mar atingiu muitas casas, e os ventos de até 165 km/h causaram o corte dos serviços elétrico e telefônico.

23/06/2005 - Fonte: Folha Online
Novo corte de energia elétrica afeta trens suíços por uma hora

    Berna, 23 jun (EFE).- Um novo corte no fornecimento de energia elétrico, provocado desta vez pela queda de um raio em uma central, afetou nesta quinta-feira o serviço de alguns trens da Suíça por pouco mais de uma hora, informou um porta-voz da companhia ferroviária helvécia a uma emissora de rádio local.
    
Este incidente tem lugar um dia depois de um curto-circuito em cadeia afetar a Companhia de Trens Suíça (CFF) e causar um blecaute que paralisou a rede ferroviária do país durante quase três horas e deixou bloqueados mais de 200.000 viajantes e 1.500 trens.

Queda de raio causa blecaute em cidades de MS
da Agência Folha, em Campo Grande
    
Um blecaute que começou às 22h11 desta terça-feira (25) atingiu 82% de Mato Grosso do Sul. Em parte do Estado, incluindo a capital Campo Grande, o fornecimento de energia elétrica só foi restabelecido à 1h10 desta quarta-feira. Pelo menos 501 mil consumidores, entre casas, indústrias e empresas, ficaram sem energia de 30 minutos a três horas.
     O apagão foi causado por um raio que atingiu duas linhas de transmissão da energia produzida na hidrelétrica de Jupiá, na divisa de Mato Grosso do Sul com São Paulo.
     O raio caiu em algum ponto no trecho de 212 km entre a hidrelétrica e a subestação de Mimoso (100 km de Campo Grande), informou o superintendente de Operação da Enersul (Empresa Energética de Mato Grosso do Sul), Carlos Alberto de Oliveira, 46.
     Houve curto-circuito devido à queda do raio. Um disjuntor (dispositivo que desliga automaticamente um circuito elétrico) não funcionou, o que afetou outras linhas de transmissão. O sistema demorou até três horas para voltar ao normal.
    Mato Grosso do Sul é campeão no Brasil em incidência de queda de raios. Segundo Oliveira, em algumas regiões do Estado caem 16 raios por quilômetro quadrado por ano. Grande parte dessas descargas elétricas atinge a rede de distribuição de energia.
Risco de blecaute é menor que em 99, diz Dilma
http://www1.folha.uol.com.br/folha/dinheiro/ult91u72495.shtml
EDUARDO CUCOLO
da Folha Online
    
A ministra de Minas e Energia, Dilma Roussef, disse hoje que os investimentos em linhas de transmissão e a queda no consumo de energia ajudaram a reduzir o risco de um novo blecaute no país.
     Dilma disse que a situação atual do sistema elétrico brasileiro é bem diferente do que ocorreu nos EUA ou do que aconteceu no país em 1999. Em março daquele ano, o país ficou às escuras por causa de um blecaute que teria começado com um raio que caiu em uma subestação na cidade de Bauru (interior de São Paulo).
     "Nos EUA, não houve apenas uma falha sistêmica. Houve uma redução de investimentos na transmissão. O mesmo problema que teve aqui em 99", afirmou Dilma.
     Ela disse que todo sistema está sujeito a falhas, mas que o Brasil tem hoje uma situação bem mais confiável. "Teremos sempre algum risco, mas o sistema melhorou em relação a 99. Naquela época, a rede estava em absoluta sobrecarga, como aconteceu nos EUA", afirmou a mininistra, se referindo ao apagão que atingiu os EUA a dez dias.
Dilma participou hoje do quarto encontro de energia promovido pela Fiesp.
14/08/2003 - Fonte: Folha Online
Cidades dos EUA e Canadá vivem caos em meio a blecaute gigante

    
Um dos maiores blecautes da história causou muitos transtornos para milhões de pessoas das regiões nordeste do EUA e sudeste do Canadá pouco antes do fim desta tarde, paralisando transportes, fechando usinas nucleares e levando milhares de pessoas às ruas em meio ao temor de atentado terrorista.
     O presidente americano, George W. Bush, descartou a possibilidade de ataque terrorista e afirmou que o governo federal está trabalhando com autoridades estaduais e locais para restaurar a distribuição de energia para as cidades afetadas o mais rápido possível.
    O governo canadense atribuiu o apagão a um raio em uma usina de Niágara, no Estado de Nova York.     ''Nós fomos informados que um raio atingiu uma central elétrica na região de Niagara, no lado dos EUA'', declarou Jim Munson, porta-voz do primeiro-ministro canadense, Jean Chretien. Autoridades americanas, entretanto, contestam a afirmação e dizem que ainda estão sendo investigados os motivos do corte de luz.
     No Canadá, mais de 10 milhões de pessoas foram afetadas pelos cortes, que paralisaram a maior parte de Ontario (sul), de acordo com autoridades.
     Nos EUA, mais da metade do Estado de Nova York ficou sem energia no apagão, que prejudicou também Ohio, Michigan e Pensilvânia, informou o governador nova-iorquino, George Pataki.
     ''Bem mais do que a metade da população do Estado está sem energia'', declarou Pataki, que governa para 19 milhões de pessoas.
     A Comissão Regulatória Nuclear dos EUA informou que nove reatores nucleares, em quatro Estados americanos, foram fechados após o grande apagão.
11/07/2003 - Fonte: Folha Online
Raio atinge árvore e quase torra dois nudistas em Moscou
Da Redação Em São Paulo

    Dois peladões russos que queimavam as brancas peles em uma praia do rio Moscou escaparam de uma boa. Fugindo de um súbito temporal, eles foram se abrigar debaixo de uma árvore. Como bem sabe qualquer estudioso dos fenômenos elétrico-ambientais de raios e afins, essa sempre é uma péssima idéia. Resultado: um raio atingiu a árvore e quase torrou os branquelos.
    
Por sorte, os dois nudistas sofreram apenas ferimentos leves, além, é claro, de um baita susto.
06/04/2003 - Fonte: Folha Online
Raios e trovões!
MARCELO GLEISER
    Vivemos em um mundo elétrico
. Em condições normais, durante um dia calmo num local plano e descampado, o aumento na eletricidade da atmosfera é inicialmente de cem volts por metro. Ou seja, do seu nariz até o chão existe uma diferença aproximada de 200 volts, quase duas vezes maior do que a eletricidade na tomada.
     Imagino o leitor perguntando: "Mas, nesse caso, por que não levamos grandes choques o tempo todo?". A razão é que o corpo é um bom condutor de eletricidade. Quando em contato com o chão, temos a sua mesma voltagem, que definimos como sendo zero. Já com a atmosfera, a situação é bem diferente.
    Com o aumento de altitude, a variação na voltagem diminui. Isso porque a voltagem depende da densidade do ar, que também diminui com a altitude. Mas os números são impressionantes. A diferença de potencial entre o topo da atmosfera, a 50 quilômetros de altitude, e o chão é de 400 mil volts.
     De onde vem essa eletricidade toda? E o que a mantém? Antes de mais nada, é importante frisar que ninguém vai ser eletrocutado pela atmosfera. A menos, claro, que a pessoa seja atingida por um raio. O ar, felizmente, não é um bom condutor de eletricidade. Mas alguma flui, passando cargas elétricas do céu para o chão.
     Essa condutividade é causada por íons, por exemplo, uma molécula de oxigênio que ganhou ou perdeu um elétron, tornando-se eletricamente carregada. É bom lembrar que correntes elétricas são causadas pelo fluxo de cargas elétricas de um ponto a outro. Essas cargas são atraídas por cargas opostas. No caso da Terra, cargas positivas são atraídas para o chão. A questão então é de onde vêm esses íons e por que eles não acabam ao serem neutralizados na superfície.
     Os íons caem dos céus. Em 1912, o físico austríaco Victor Hess usou um balão para testar a ionização da atmosfera. Para sua surpresa, descobriu que ela aumenta com a altitude. Uma nova área de pesquisa surgiu com a descoberta de Hess, os raios cósmicos. No Brasil, por exemplo, um dos expoentes dessa pesquisa no século 20 foi Cesar Lattes.
    Raios cósmicos são originados provavelmente no centro ativo de galáxias
distantes e outros objetos astrofísicos capazes de gerar verdadeiros jatos de partículas, acelerando-as pelo espaço interestelar. Ao chocarem-se com moléculas na atmosfera da Terra, essas partículas podem arrancar alguns de seus elétrons. Como a chuva cósmica é constante, a reserva de íons e, portanto, a fraca corrente atmosférica são sempre renovadas.
     Existem outros tipos de íon. Quando uma onda arrebenta na areia, pequenas gotículas d'água salgada são atiradas para o alto. Quando a água evapora, cristais microscópicos de sal (NaCl) permanecem no ar, flutuando e coletando íons que porventura passem perto deles. Mas esses cristais são maiores e mais lentos do que os íons criados por raios cósmicos. A condutividade do ar é bastante variável, pois ela depende da quantidade local de íons mais rápidos e mais lentos.
     Em grandes altitudes, a condutividade do ar aumenta indiscriminadamente. A corrente total atingindo a superfície é de aproximadamente 1.800 ampères. Com um potencial de 400 mil volts, isso gera 700 milhões de watts de potência. O que mantém esse enorme dínamo?
     A 50 quilômetros de altitude, o ar é um excelente condutor. É como se a Terra fosse envolvida por uma esfera metálica, capaz de conduzir correntes horizontalmente. Mas, se cargas positivas caem sobre a superfície da Terra constantemente, o que a alimenta com as cargas negativas necessárias para neutralizá-las?
     Existe aqui um equilíbrio de extrema elegância. As cargas negativas são supridas por raios durante tempestades. Em torno de 90% dos raios trazem cargas negativas para a superfície da Terra. Estima-se que cem raios caiam por segundo sobre a superfície da Terra, com um pico de atividade às 19h de Londres. (A floresta amazônica tem um papel fundamental nesse mecanismo regulador.)
    Os detalhes de como raios são gerados ficam para outro dia. Mas, na próxima vez em que o leitor praguejar quando a tempestade elétrica começar, lembre-se de seu papel regulador da eletricidade em nosso planeta, constantemente bombardeado por cargas vindas do espaço.
    Marcelo Gleiser é professor de física teórica do Dartmouth College, em Hanover (EUA) e autor do livro "O Fim da Terra e do Céu"
10/02/2003 - 13h30
Mãe e filho morrem eletrocutados na zona sul de São Paulo
do Agora São Paulo
    
Mãe e filho morreram eletrocutados, na madrugada de ontem, no Jardim São Norberto, zona rural de Parelheiros, zona sul de São Paulo. Um raio atingiu um cabo de alta tensão na rua Tadao Inoê, por volta das 2h30. Em seguida, o cabo elétrico, que conduzia 13.800 volts, começou a chicotear o chão provocando vários estrondos. Apavorada, a doméstica Andreia da Silva Bezerra, 21, pegou seu filho, Jefersson Santana, 2, nos braços e saiu de sua casa procurando ajuda.
     Segundo depoimento de testemunhas à polícia, chovia muito e Andreia correu com seu filho para não serem atingidos pelo cabo. Ao tentar atravessar a cerca que separava sua casa da residência do sogro, eles foram eletrocutados.
     O acidente foi registrado no 25º DP (Parelheiros), onde os policiais disseram que os corpos foram encontrados um ao lado do outro, muito queimados. Jefersson ainda teve um corte profundo no pescoço.
     O vice-presidente da Eletropaulo, Antoninho Borghi, disse que é comum um cabo que conduz tanta energia ficar "agressivo", principalmente se o solo estiver molhado. Segundo ele, alguns metros próximos à região atingida podem ficar energizados. "Não é possível evitar um caso como esse. Infelizmente ela encostou na cerca que estava energizada."
     Segundo Borghi, a Eletropaulo foi acionada às 3h, mas teve dificuldade para encontrar a casa de Andreia. Somente às 5h a empresa chegou ao local. Uma equipe de assistência social da Eletropaulo falou ontem com a família, oferecendo apoio.
     O vice-presidente ainda alertou para que, nesses casos, a Eletropaulo seja acionada imediatamente. "Em seguida, é preciso sair do local atento para não encostar em locais que possam estar energizados", alertou.


11/07/2002 - 10h31
Física: Entenda os raios, os relâmpagos e os trovões
TARSO PAULO RODRIGUES
da Folha de S.Paulo
     Em 1752, o cientista americano Benjamin Franklin conseguiu, ao usar uma pipa de papel durante uma tempestade, captar a eletricidade desenvolvida nas nuvens para alguns aparelhos de seu laboratório. O sucesso de sua famosa e perigosa experiência permitiu que essa poderosa descarga elétrica, o raio, começasse a ser mais bem compreendida.     Pesquisas recentes mostram que as nuvens que causam fortes tempestades são denominadas cúmulos-nimbos. Elas têm extensão vertical de alguns quilômetros, com a base situada entre um e dois quilômetros acima do solo e o topo atingindo até 20 quilômetros.      Devido às correntes de convecção e aos ventos muito fortes, que sobem pelo centro e descem pelas extremidades, ocorrem colisões entre o granizo e os cristais de gelo dentro da nuvem. O atrito gerado eletriza os cristais com carga positiva geralmente na parte superior da nuvem e o granizo com carga negativa na parte inferior dela. Dessa forma, ocorre a indução de uma carga positiva na superfície da Terra, estabelecendo um campo elétrico.     À medida que as cargas se vão avolumando, o campo elétrico vai se tornando cada vez mais intenso. Quando supera o limite da capacidade dielétrica (ou isolante) do ar atmosférico, que geralmente varia de 10 mil a 30 mil volts por centímetro, o ar torna-se condutor e uma enorme descarga elétrica ruma ao solo, ou melhor, preferencialmente ao ponto mais alto do solo (árvores, pára-raios, torres de transmissão de eletricidade e, eventualmente, pessoas).     O tempo de duração de um raio é aproximadamente meio segundo e são transferidos 1020 elétrons da base da nuvem para a Terra. Esse número equivale à potência de 100 milhões de lâmpadas comuns!      Uma nuvem cúmulo-nimbo típica produz de um a três raios por minuto, o que permite imaginar a enorme quantidade de energia liberada por um conjunto de nuvens durante uma tempestade. A luz que acompanha o raio resulta da ionização do ar, constituindo o relâmpago.    Com o súbito aquecimento (entre 15.000º C e 30.000º C), ao longo da descarga elétrica, o ar sofre uma expansão violenta, criando assim as fortes ondas sonoras, conhecidas como trovão.     Estudos mostram que o Brasil é um dos campeões mundiais desse fenômeno. São 100 milhões de raios a cada ano. Vale lembrar que não é recomendável proteger-se embaixo de uma árvore, num descampado, durante uma tempestade.

     Tarso Paulo Rodrigues é professor e coordenador de física do Colégio Augusto Laranja


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