Temporais provocaram transtornos em São Paulo
Publicado em: 29/07/2009
A frente fria que atua em parte do Sul e Sudeste provoca pancadas de chuva, trovoadas e rajadas de vento em várias localidades.
Durante a madrugada, as cidades de São Paulo e de Campinas foram atingidas por granizo e rajadas em torno de 50km/h.
Ontem, uma senhora de 40 anos morreu atingida por um raio em Taubaté, no Vale do Paraíba.
Na cidade do Rio de Janeiro, um forte temporal, com rajadas em torno de 85km/h, também provocou diversos transtornos.
Esta frente fria também organiza nuvens carregadas e algumas pancadas de chuva com trovoadas em Rondônia, sudoeste de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul. Já na Região Sul, especialmente no Rio Grande do Sul, a massa de ar polar que vem provocando frio histórico gerou mínima negativa no oeste gaúcho. Em Quaraí fez -1,2°C na madrugada.
Já na maior parte do Nordeste, o tempo permanece seco e ensolarado.
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14/03/2009
Queda de raio provoca morte de empresário em Brasília
Homem de 38 anos teria acabado de voltar de passeio de jet ski.
Ele foi atingido quando estava à beira do lago Paranoá, onde caiu o raio.
A queda de um raio no lago Paranoá, em Brasília, no início da tarde deste sábado (14), provocou a morte de um empresário de 38 anos. Ele estava à beira do lago.
O raio caiu perto de um cais que fica em uma casa de festas no Setor de Clubes Sul. Segundo testemunhas, a vítima tinha acabado de voltar de um passeio de jet ski, quando houve a descarga elétrica, por volta de uma da tarde.
O empresário foi socorrido no Hospital de Base. O choque elétrico foi tão forte que ele tinha ferimentos pelo corpo. Segundos os médicos, ele sofreu uma parada cardíaca. O empresário morreu por volta de uma e vinte da tarde.
Fonte: http://g1.globo.com/Noticias/Brasil/0,,MUL1043179-5598,00.html
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Zona leste tem maior incidência de raios
Inédito, estudo é de um grupo do Inpe; Vila Prudente, Aricanduva, Itaquera e Penha estão entre os distritos com maior incidência
No Estado, São Caetano lidera em raios; urbanização, asfaltamento, prédios e poluição explicam fenômeno, diz doutor em geofísica
EVANDRO SPINELLI
DA REPORTAGEM LOCAL
Até que as águas de março fechem o verão, raios cortarão os céus de São Paulo como em nenhum outro local do Brasil. E alguns trechos da zona leste e do centro sentirão esse fenômeno com maior intensidade.
A Folha teve acesso a um estudo inédito do Elat (Grupo de Eletricidade Atmosférica) do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais) que aponta esses como os locais com maior incidência de raios na cidade de São Paulo.
Nas regiões da Vila Prudente, Aricanduva, Itaquera e Penha, a incidência de raios chega a 11 por km² por ano. Ou seja, é grande a chance de ao menos 11 raios caírem por ano a no máximo 1 km da sua casa, se você morar, por exemplo, no Jardim Anália Franco ou no Tatuapé, na zona leste da cidade.
Para efeito de comparação, a incidência na cidade do Rio de Janeiro é de 2,24 por km² por ano. Em trechos da Serra do Mar, ainda na cidade de São Paulo, no distrito de Marsilac (extremo sul), o índice é de 3,5.
E o que explica o fenômeno? Uma mescla de urbanização, asfaltamento, prédios e poluição, diz o coordenador do Elat, Osmar Pinto Junior, engenheiro eletrônico e doutor em geofísica espacial.
"A razão da alta incidência de raios em São Paulo é a atividade urbana responsável pela "ilha de calor" que se forma em decorrência do asfalto, dos prédios e da poluição. Este efeito é mais sensível nas regiões central e leste da capital, levando a uma maior ocorrência de raios nestas regiões", afirmou.
Expansão
O fenômeno acaba se expandindo também para cidades da região metropolitana. São Caetano do Sul, por exemplo, vizinho à Vila Prudente, é a cidade com maior incidência de descargas elétricas do Brasil, com 12,153 por km² por ano.
O dado em si é curioso, mas para o que ele serve exatamente? O coordenador do Elat explica que, para definir o tipo e a capacidade dos para-raios, é preciso conhecer a incidência de raios naquela região.
Atualmente, as orientações da ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas) em relação ao assunto consideram dados da década de 1970 feitos um sistema precário que tinha como base a quantidade de trovões que os técnicos ouviam.
Agora, a Rede Brasileira de Monitoramento de Descargas usa equipamentos modernos que definem com precisão de até 10 metros o local onde caiu o raio.
Seguros
A informação também interessa ao mercado de seguros que, assim como faz com os automóveis -cobra mais caro em locais com maior índice de roubos-, pode elevar ou reduzir os valores do seguro residencial de acordo com o risco de raios.
A maior quantidade de descargas na zona leste em relação, por exemplo, à zona sul é ignorada "tanto do ponto de vista da proteção de estruturas como pelas seguradoras", diz o coordenador do Elat.
Descargas elétricas mataram 24 pessoas no Brasil neste ano, 8 delas no Sudeste
RAFAEL SAMPAIO
DA REPORTAGEM LOCAL
Só neste ano, 24 pessoas morreram devido a raios no Brasil -dez no Nordeste, oito no Sudeste, quatro no Sul e duas no Norte.
"A quantidade [de vítimas] deve aumentar em março, mês em que o volume dos temporais costuma ser maior", afirma Osmar Pinto Junior, coordenador do Elat (Grupo de Eletricidade Atmosférica) do Inpe.
Apesar de alto, o número não supera o registrado no mesmo período do ano passado, quando houve 31 mortes entre janeiro e fevereiro -2008 bateu o recorde da década em mortes por raios, afirma um estudo do grupo de pesquisa do Inpe.
Foram, ao todo, 75 mortes no ano passado, aumento de 60% com relação a 2007, quando 47 pessoas morreram devido aos raios. O recorde anterior é de 2001 -73 mortes tiveram como origem descargas elétricas causadas por chuvas.
O motivo é o fenômeno La Niña, que causou aumento no número de tempestades com raios em quase todas as re giões do país, explica Osmar.
O La Niña, segundo o pesquisador, se caracteriza pelo resfriamento do oceano Pacífico na altura de países como o Chile e o Peru. "Isso afeta a circulação atmosférica na América do Sul e no Brasil, o que facilita a formação de temporais", diz. O fenômeno, informa Osmar, está previsto para durar até maio.
O Sudeste foi a região campeã em raios no ano passado (39% do total), seguido do Nordeste (32%). Segundo o pesquisador, cerca de 60 milhões de raios atingiram o território brasileiro em 2008 -número que deve se repetir neste ano.
Só no Estado de São Paulo, 20 pessoas morreram no último ano -quase três vezes mais do que no Ceará, segundo Estado no ranking.
De cada três mortes ocorridas por raios no último ano, uma foi de um homem adulto que vive ou trabalha no campo, afirma o pesquisador.
"A desinformação é a maior inimiga na área rural. É perigoso segurar objetos metálicos, como enxadas, em campo aberto durante um temporal."
PRECAUÇÃO
FILTRO DE LINHA E TOMADA DE TRÊS PINOS PROTEGEM CONTRA RAIOS
Pode estender garfo, se enfiar na banheira ou fazer qualquer outro tipo de simpatia. Especialistas garantem que, para proteger equipamentos domésticos contra descargas, só mesmo filtro de linha de boa qualidade e tomada de três pinos com aterramento. A outra solução, mais radical, é tirar tudo da tomada. Com exceção dos prédios mais novos, ter para-raios ajuda a proteger o prédio, não os equipamentos domésticos. Paulo Rewald, diretor de Instalações do Secovi (sindicato da habitação), disse que todos os imóveis de São Paulo, à exceção das casas, têm obrigatoriamente para-raios. O que também não quer dizer que um raio nunca caia duas vezes no mesmo lugar. "Tem muitos casos de raios caírem em uma mesma edificação mais de uma vez", afirmou.
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19/02/2009 Bruno Camargos/vc repórter
Brasil lidera queda de raios no mundo
Nenhum país recebe mais descargas atmosféricas que o Brasil. Por ano, cerca de 60 milhões de raios caem do Oiapoque ao Chuí. Ontem, a Rede Brasileira de Detecção de Descargas Atmosféricas (BrasilDat) registrou 17,3 mil raios no País.
Em Minas Gerais, onde o publicitário Bruno Camargos, 30 anos, fotografou uma seqüência de raios na noite de quarta-feira, em Belo Horizonte, foram registrados apenas ontem 10,8 mil descargas atmosféricas.
No ano passado, o número de mortes provocadas por raios foi o maior da década, com 75 mortes. No ano anterior, foram 47, segundo o Grupo de Eletricidade Atmosférica do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). O recorde anterior era de 73 mortes em 2001.
Em 2008, 61% dos casos ocorreram no verão (seguido da primavera com 23%), 83% ao ar livre e 76% das vítimas foram homens. Para 2009 é previsto que o número de raios se mantenha nos níveis de 2008.
Além de ter um alto número de raios, o território brasileiro ainda é afetado pelo fenômeno La Niña, que altera a formação de tempestades no País e aumenta o volume de descargas atmosféricas em todo o continente. Neste ano, o fenômeno está agindo sobre o Brasil
Fonte: http://noticias.terra.com.br/brasil/interna/0,,OI3513807-EI306,00.html
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20/01/2009 Da Agência O Globo
Queda de raio mata mulher na Zona Sul do Rio de Janeiro
A estudante Vanessa Alves de Assis Vieira, de 24 anos, morreu na tarde de segunda-feira depois de ser atingida pela descarga elétrica de um raio que caiu na Pedra da Gávea, em São Conrado, Zona Sul do Rio, como informa reportagem publicada nesta terça-feira pelo jornal O Globo.
Vanessa foi atingida pelo raio quando fazia uma trilha com quatro amigas. Ela foi resgatada por um helicóptero do Corpo de Bombeiros e levada inicialmente para o Centro de Recuperação de Afogados, na Barra. De lá, foi transferida para o Hospital Lourenço Jorge, mas já chegou morta. As quatro amigas, que não correm risco de morrer, sofreram queimaduras e foram atendidas no hospital.
A morte de Vanessa Alves de Assis Vieira foi a primeira registrada neste ano, por causa de uma descarga. No dia 24 de dezembro, a queda de um raio já havia provocado rachaduras na fachada de um prédio em Higienópolis, no subúrbio do Rio. Ninguém ficou ferido.
Conforme reportagem exibida na manhã desta terça-feira no telejornal Bom Dia Rio, os especialistas alertam que a temperatura pode chegar a 25 mil graus no ponto onde cai um raio, em um local aberto. Por isso, eles recomendam procurar um abrigo na hora de uma tempestade com relâmpagos.
Em Macaé, 15 minutos de uma ventania causaram prejuízos no aeroporto da cidade no fim de semana. Um helicóptero que estava parado na pista foi derrubado. Hangares de várias empresas de táxi aéreo ficaram sem telhado. A área de embarque, inaugurada em fevereiro, também ficou sem teto. Dois carros foram danificados.
As chuvas voltaram a castigar nesta segunda-feira a região serrana e Rio Bonito, na Baixada Litorânea. Duas pessoas morreram e quatro ficaram feridas em deslizamento de terra, na tarde desta segunda-feira, em Petrópolis.
Maria Cristina Ramos, de 43 anos, e a filha dela Vitoria Ramos, de nove anos, morreram soterradas. O acidente, de acordo com o G1, aconteceu depois de um temporal.
Três casas, na Rua Minas Gerais, no bairro Quitandinha, foram atingidas. Segundo os bombeiros, elas foram construídas em área de risco.
Em Friburgo, a chuva provocou queda de barreiras em diversos pontos da cidade. A situação é mais grave na Rodovia RJ-130, a Friburgo-Teresópolis, onde uma queda de barreira fechou totalmente as pistas na saída de Friburgo na altura do Hospital São Lucas.
O distrito de Conselheiro Paulino foi o mais atingido. De 19h30m até 20h30m o índice pluviométrico chegou a mais de 40 milímetros. De acordo com o coordenador da Defesa Civil de Friburgo, Coronel Roberto Robadey, houve deslizamento de terra sobre uma casa e há ameaça de queda de barreira sobre outras duas residências. Apesar da forte chuva, ninguém ficou ferido.
Houve deslizamento de terra também na RJ-142, a estrada de Muri, e na RJ-150, no distrito de Amparo, onde somente veículos de passeio têm permissão de seguir viagem.
Alagamentos em Rio Bonito
No município de Rio Bonito, alguns bairros ficaram alagados. Os rios Bonito e Vermelho transbordaram e fizeram com que várias ruas do Centro, Bela Vista e Rato Molhado alagassem, provocando transtornos no trânsito. Desde novembro, os temporais castigam a cidade.
FONTE: http://www.diariodepernambuco.com.br/brasil/nota.asp?materia=20090120080344&assunto=114&onde=Brasil
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10/01/2009
Brasil bate recorde em mortes por queda de raios. É mais fácil ser atingido por um raio do que ganhar na Megasena com uma aposta simples
Desde 2001, quando o levantamento começou a ser feito, nunca morreram tantos brasileiros devido à queda de raios quanto em 2008. Foram 75 mortes, contra 47 ocorridas no ano de 2007. O levantamento consta de um relatório detalhado sobre o ano passado elaborado pelo Grupo de Eletricidade Atmosférica (Elat), do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE). O recorde anterior, de 73 mortes, tinha ocorrido em 2001. Segundo o relatório do Elat, o próprio número de raios também cresceu no ano passado, com mais de 60 milhões de ocorrências. Segundo declarou o pesquisador Osmar Pinto Júnior, do Elat, ao jornal O Globo de 09 de janeiro, que divulgou o estudo, o crescimento do número de ocorrência seria devido ao fenômeno La Niña (esfriamento anormal das águas do Oceano Pacífico).
Em 2008, a maioria dos casos de morte ocorreram no verão (61%) e na primavera (23%). A maior parte ocorreu ao ar livre e 76% das vítimas eram homens. O perfil humano mais atingido é o de homens adultos trabalhando em zonas rurais (30%). No mapeamento por tipo de local, a maioria dos casos aconteceram em zonas rurais (63%), outros 22% em zonas urbanas, 10% em rodovias e 5% em litoral. Por regiões do país, a Sudeste teve o maior número de casos (39%), seguida pelo Nordeste (32%), sul (15%), Centro-oeste (9%) e Norte (5%). São Paulo foi o estado que apresentou o maior número de casos (20).
O relatório divulga também que as circunstâncias mais comuns em que ocorreram mortes por raios foram o trabalho agropecuário no campo (19%), pessoas próximas de meios de transporte tais como motos (17%), pessoas dentro de casa em geral próximas a objetos ligados a rede elétrica (17%) e pessoas próximas a casas mas não dentro delas (12%). O relatório também destacou duas situações, uma por ser novidade, os primeiros casos no país de pessoas falando ao celular dentro de casa, com o aparelho ligado à rede elétrica (4%). E a segunda pelo relativamente baixo número de ocorrências: pessoas jogando futebol (5%). Segundo declaração dos pesquisadores ao jornal O Globo, um dos motivos apontados para as ocorrências com celular pode ser a troca de aparelhos fixos por linhas de celular em residências.
A divulgação do estudo pelo Elat exercitou um recorte estatístico segundo o qual a chance de uma pessoa ser acertada por um raio no Brasil, pelo menos no ano de 2008, foi de 1 em 2,5 milhões. Isso varia de região para região, sendo que a maior probabilidade esteve em Alagoas e Tocantins (1 em 500 mil) e a menor no Rio de Janeiro, Bahia e Pará (1 em 7,5 milhões). Em São Paulo, a chance foi de um em 2 milhões. Estatisticamente, portanto, é possível afirmar que é muito mais fácil para os brasileiros ser atingido por um raio do que ganhar na Megasena com um palpite simples de seis dezenas (cuja probabilidade é de 1 em 50 milhões).
FONTE: http://www.prometeu.com.br/noticia.asp?cod=679
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15/11/08
Chuva causa prejuízo e morte
Menina foi atingida por raio quando esperava ônibus para ir à escola - Carolina Coutinho
Atingida por um raio, a estudante Maria Cely dos Santos, 26, morreu eletrocutada na cidade de Salinas, região Norte de Minas. A jovem estava parada em um ponto de ônibus do povoado de Nova Fátima, aguardando a condução para ir à escola em Salinas. De acordo com o coordenador da Defesa Civil Municipal, Edson Sarmento, chovia forte e relampeja muito no momento. "A descarga elétrica que caiu sobre ela foi tão forte que ela morreu na hora. A sombrinha que segurava pegou fogo e virou pó. É comum na região ter muito raio. Outros casos como esse já aconteceram por aqui. Meu tio mesmo morreu assim anos atrás", disse Sarmento. Essa semana em Goianésia, interior de Goiás, um jovem de 15 anos também morreu eletrocutado por causa de descargas atmosféricas provocadas pela chuva. No momento do incidente, a vítima falava ao celular, que estava ligado na tomada através do carregador de bateria. De acordo engenheiro de operações da Cemig Marcos Vinícius Carneiro, alguns cuidados básicos devem ser tomados quando a chuva é acompanhada de raios. "A descarga atmosférica (raio) procura o caminho mais fácil para atingir a terra, que é por meio de objetos metálicos, como portões e cercas, por exemplo", explicou o especialista.
Meteorologia. A frente fria que está parada em Minas Gerais desde a quinta-feira da semana passada começa a perder força hoje. Segundo o meteorologista Jorge Moreira, do 5º Distrito de Meteorologia de Minas, estão previstos temporais para as regiões Norte, Noroeste, Vale do Jequitinhonha e Vale do Rio Doce. Nas demais regiões deve chover moderadamente a qualquer hora do dia. No domingo, a nebulosidade vai diminuir e as temperaturas devem aumentar. Segundo Moreira, em Belo Horizonte já choveu 48% da média esperada para o mês de novembro. Em Belmiro Braga, na Zona da Mata, as famílias que ficaram desabrigadas após o temporal da última quarta-feira, continuam alojadas em uma escola municipal.
(Com Alice Carvalho)
Aeroportos
Fechados. Segundo a Infraero, o aeroporto da Pampulha, em BH, o de Confins e o Francisco de Assis, em Juiz de Fora, operaram até o final da tarde de ontem por instrumentos por causa da falta de visibilidade.
Como prevenir acidentes com raios
Para evitar o contato com as descargas elétricas, as pessoas devem:
Evitar qualquer tipo de objeto feito de metal quando estiver relampejando
Não tomar banho quando estiver caindo chuva forte
Desligar os eletrodomésticos na tomada
Não falar ao telefone fixo
Pode usar o celular desde que ele não esteja conectado na tomada
ATENÇÃO!!
O caminho mais fácil para que a descarga elétrica chegue à terra é através dos objetos metálicos.
Portanto, fique longe também de locais que tenham cercas ou portões elétricos
Fonte:http://www.otempo.com.br/otempo/noticias/?IdEdicao=1113&IdCanal=6&IdSubCanal=&IdNoticia=95872&IdTipoNoticia=1
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| 31/03/2008
Google Maps reúne dados sobre queda de raios no Brasil - Fonte: Folha Online
A BrasilDat (Rede Brasileira de Detecção de Descargas Atmosféricas) concluiu a integração dos dados sobre a queda de raios no país ao serviço de mapas e imagens de satélite do Google, o Google Maps.
O trabalho foi feito pelo Elat (Grupo de Eletricidade Atmosférica), do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais) e, segundo o Ministério da Ciência e Tecnologia, a ferramenta permite acesso rápido aos dados do Elat para verificar se houve queda de raio em determinada região.
O serviço, ainda não disponível ao público em geral, permite ao Elat acessar os dados do BrasilDat pela internet utilizando a ferramenta do Google.
De acordo com o ministério, ainda é necessário criar uma legislação que regulamente o uso da plataforma para que o serviço possa ser acessado livremente pelo público.
Os dados também podem ser usados por empresas de energia elétrica ou seguradoras para conferir se são procedentes reclamações de clientes quanto a descargas elétricas e aparelhos danificados.
O Inpe informa que o contato para os interessados no acesso aos dados pode ser feito pelo e-mail osmar@dge.inpe.br.
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08/03/2008
Raio atinge motociclista na rodovia Fernão Dias - Fonte: Folha Online
Um motociclista morreu depois de ser atingido por um raio quando trafegava na altura do km 79,5 da rodovia Fernão Dias, sentido São Paulo, por volta das 16h30 deste sábado. Segundo a Polícia Rodoviária Federal, chovia no momento do acidente.
O trecho teve que ser interditado para que o motociclista fosse resgatado de helicóptero, e houve cerca de 2 km de congestionamento.
04/03/2008
Raio - Fonte: Folha Online
Ainda na madrugada de hoje, por volta das 2h20, uma descarga elétrica atingiu uma casa na Vila São Sebastião, em Sabará (MG). Um homem foi atingido e encaminhado à Santa Casa. O Corpo de Bombeiros não soube informar a identidade dele e a extensão dos ferimentos que sofreu.
22/02/2008 - Fonte:
Metro
Raios mataram 11 em SP desde o ínicio do ano
No estado de São Paulo, houve aumento de 32% nas descargas elétricas este ano, o que levou à morte de 11 pessoas nos últimos 50 dias. O Estado foi responsável pela maioria das mortes registradas no país no mesmo período (foram 22 no total), segundo o Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais). E a situação tende a piorar, o pesquisador do Inpe Osmar Pinto Júnior estima que, até o fim do verão, a incidência de raios no Sudeste tenha aumento de 50%.
Só no mês passado ocorreram 108.675 descargas elétricas no Estado, ante 81.920 em janeiro de 2007, quando foram registradas 18 mortes nos primeiros 50 dias do ano, que fechou com 46 casos.
O Instituto atribui o aumento de raios ao fenômeno climático La Niña.
O pesquisadro do Inpe explica que o resfriamento das águas do oceano Pacífico altera a circulação dos ventos globalmente e favorece a formação de tempestades no Sudeste. Outro fator seria a previsão do tempo, que indica temperaturas pouco acima da mádia histórica, aliadas a precipitações.
11/01/2008
Pai e filho morrem atingidos por raio em SC - Fonte: UOL
São Paulo - Pai e filho morreram atingidos por um raio na noite de ontem em Santa Catarina. De acordo com o Corpo de Bombeiros, Osmar Antônio Martins e o filho Bruno Martins estavam trabalhando em uma lavoura de tomates em Rancho Queimado quando as trovoadas começaram, por volta das 18 horas. Os dois e um sobrinho de Osmar procuraram abrigo em uma cabana feita com lona plástica. Pai e filho estavam descalços, e pode ter sido esse o motivo para a morte, de acordo com os bombeiros, já que o sobrinho, que calçava botas, não sofreu ferimentos.
Solange Spigliatti
07/01/2008
Inpe apura queda de 37% em mortes por raio em 2007 - Fonte: UOL
São José dos Campos - Quarenta e seis pessoas morreram atingidas por raios no País em 2007, número 37% menor que o total registrado no ano anterior. Ainda assim, o Brasil continua sendo campeão mundial na incidência de raios, com cerca de 50 milhões de descargas elétricas todos os anos, segundo o Grupo de Eletricidade Atmosférica do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais), que faz avaliações diárias das descargas. O período com maior incidência vai de dezembro a março.
O fenômeno começou a ser quantificado pelo Inpe em 1999. Segundo o instituto, a região Sudeste do País terá mais raios neste verão. "Para chegarmos a essa conclusão analisamos o volume de descargas dos últimos anos. O estudo é baseado em fatos registrados desde 1999 e não em modelos matemáticos, como é feita a previsão do tempo", explicou o pesquisador Osmar Pinto Júnior, especialista no assunto e chefe do departamento no Inpe. De três pontos analisados - a primavera dos últimos anos, a influência do fenômeno La Niña e a previsão climática deste verão - levaram os pesquisadores a concluir que até março os quatro estados do Sudeste devem registrar maior número de raios.
"Em 2001 tivemos a influência do La Niña e notamos um crescimento nas descargas atmosféricas", disse Pinto Júnior. O La Niña, que é a redução da temperatura das águas do oceano Pacífico Equatorial, influencia a temperatura no País, assim como em todo planeta, porque o resfriamento das águas modifica a circulação dos ventos. "Outro fator é a própria previsão do tempo que indica temperaturas pouco acima da média histórica aliada a precipitações", observou o pesquisador. Dos 50 milhões de raios que caem no Brasil, 70% se concentram no verão. "Já o calor aliado à poluição contribui para que os raios caiam mais nos grandes centros", acrescenta.
Ficar em campos abertos como jardins, praias ou mesmo na rua durante tempestades é um grande risco. Das mortes registradas todos os anos, 90% ocorreram em locais abertos. As 46 mortes registradas no ano passado podem não representar a realidade já que muitas não são registradas. Apesar da redução de 37%, as regiões onde mais ocorrem acidentes com raios (Sul, Sudeste e Centro-Oeste) tiveram redução de somente 15% do número de descargas. Segundo o levantamento, São Paulo detém o maior número de casos, cerca de 30%.
Simone Menocch
06/01/2008 - Fonte: Folha Online
Jovem morre atingida por um raio no interior de SP
Um raio atingiu e matou uma jovem na cidade de Cristais Paulista (414 km a norte de São Paulo), por volta das 17h de sábado (5), de acordo com a polícia. Denise Martins de Souza, 19, foi atingida quando andava por uma área descampada no sítio do pai. Segundo a polícia, chovia no momento em que a jovem foi atingida pelo raio. Souza foi socorrida e levada ao pronto-socorro de Cristais Paulista, onde tentaram reanimá-la, sem sucesso. Depois foi encaminhada a um hospital em Franca (SP), mas não resistiu.
17/01/2007 - Fonte:
IdGNow
CADA RAIO GERA UM PREJUÍZO DE 20 REAIS AO BRASIL, DIZ ESTUDO DO INPE
Cada raio causa ao País um prejuízo de cerca de 20 reais. Esta é a conclusão do Grupo de Eletricidade Atmosférica (Elat) do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe/MCT), que realizou um estudo junto às empresas do setor elétrico, telecomunicações, seguro, equipamentos eletro-eletrônicos, construção civil, aviação, agricultura, pecuária, entre outras, concluindo que os raios causam prejuízos anuais de aproximadamente um bilhão de dólares.
O maior prejudicado é o setor elétrico com a queima de equipamentos, perda de faturamento, aumento das despesas de manutenção e penalizações. Seu prejuízo está avaliado em cerca de 600 milhões de reais, seguido pelas empresas de telecomunicações, com cerca de 100 milhões de reais, e as empresas seguradoras e de eletro-eletrônicos, com cerca de 50 milhões de reais cada. Considerando que no País ocorrem cerca de 60 milhões de raios por ano, em média cada raio representa um prejuízo de 10 reais ao setor elétrico.
Ainda que no Brasil ocorram aproximadamente o dobro de raios do que nos Estados Unidos, seu prejuízo com o fenômeno é bem menor, cerca de dois bilhões de dólares. A maior diferença entre o Brasil e os Estados Unidos está nos prejuízos associados às queimadas causadas por raios, que nos Estados Unidos são maiores que no Brasil.
Impacto El Niño
Outro estudo realizado nos últimos quatro meses pelo Elat/Inpe mostra que o atual fenômeno El Niño tem causado um aumento de 15% na incidência de raios na região Sul do País, com efeitos não evidentes nas outras regiões.
Na região Nordeste a incidência de raios não tem variado em comparação com o mesmo período do ano passado. E nas regiões Sudeste, Norte e Centro-Oeste a incidência de raios tem sido em média 10% menor do que no ano passado, porém tais variações não podem ser atribuídas diretamente ao fenômeno El Niño, neste ano de fraca intensidade.
Em todo o País ocorreram cerca de 21 milhões de raios nos últimos quatro meses, enquanto no mesmo período do ano passado foram registrados 23 milhões.
08/07/2005 - Fonte:
Folha Online
Furacão Dennis avança pela região central de Cuba
Cienfuegos (Cuba) 8 jul (EFE).-
O furacão Dennis chegou em terra na localidade de Cienfuegos e
está avançando pela região central de Cuba, com ventos
máximos de 240 km/h, após deixar para trás muita
destruição e pelo menos seis mortes na passagem pelo Haiti,
além de ter causado o desaparecimento de um homem na Jamaica.
O último relatório do Centro de Prognósticos do Instituto
de Meteorologia de Cuba indica que "Dennis" continua na categoria
4 da escala Saffir-Simpson - que vai até cinco - e está
se deslocando pelo centro e sul de Cuba, em direção oeste-noroeste,
a uma velocidade média de 24 km/h. Segundo José Rubiera,
chefe do Centro de Prognósticos, o olho do furacão chegou
em terra na localidade de Cienfuegos, trazendo chuvas intensas e ventos
fortes com picos de até 260 km/h, em um raio de 170 km/h.
As autoridades cubanas evacuaram mais de 650.000
pessoas em todo o país, entre eles milhares de turistas, principalmente
nas áreas costeiras. Mais de 100.000 pessoas foram evacuadas na
cidade de Cienfuegos (com 300.000 habitantes), segundo fontes oficiais
consultadas pela EFE. As autoridades temem que o nível do mar aumente
em até cinco metros, provocando graves inundações
nos arredores da baía. Os ventos fortes que atingem Cienfuegos
provocaram a queda de muros, postes do sistema elétrico e árvores,
e causaram danos em vários edifícios. A energia elétrica
foi suspensa e a situação pode piorar nas próximas
horas.
Na passagem pelo Caribe, Dennis deixou pelo menos seis mortos e vários
desaparecidos no Haiti, e provocou graves danos na região oriental
de Cuba, principalmente em Santiago, a segunda maior cidade do país
(500.000 habitantes), onde 85% da população ficou sem energia
elétrica...
Em
Santa Cruz del Sur, em Camagüey, onde hoje o olho do furacão
tocou o território cubano pela primeira vez, o avanço do
mar atingiu muitas casas, e os ventos de até 165 km/h causaram
o corte dos serviços elétrico e telefônico.
23/06/2005 - Fonte:
Folha Online
Novo corte de energia elétrica afeta trens suíços
por uma hora
Berna, 23 jun (EFE).- Um novo corte
no fornecimento de energia elétrico, provocado desta vez pela queda
de um raio em uma central, afetou nesta quinta-feira o serviço
de alguns trens da Suíça por pouco mais de uma hora, informou
um porta-voz da companhia ferroviária helvécia a uma emissora
de rádio local.
Este
incidente tem lugar um dia depois de um curto-circuito em cadeia afetar
a Companhia de Trens Suíça (CFF) e causar um blecaute que
paralisou a rede ferroviária do país durante quase três
horas e deixou bloqueados mais de 200.000 viajantes e 1.500 trens.
Queda de raio causa
blecaute em cidades de MS
da Agência
Folha, em Campo Grande
Um blecaute
que começou às 22h11 desta terça-feira (25) atingiu
82% de Mato Grosso do Sul. Em parte do Estado, incluindo a capital Campo
Grande, o fornecimento de energia elétrica só foi restabelecido
à 1h10 desta quarta-feira. Pelo menos 501 mil consumidores, entre
casas, indústrias e empresas, ficaram sem energia de 30 minutos
a três horas.
O apagão foi causado por um raio que
atingiu duas linhas de transmissão da energia produzida na
hidrelétrica de Jupiá, na divisa de Mato Grosso do Sul com
São Paulo.
O raio caiu em algum ponto no trecho de 212
km entre a hidrelétrica e a subestação de Mimoso
(100 km de Campo Grande), informou o superintendente de Operação
da Enersul (Empresa Energética de Mato Grosso do Sul), Carlos Alberto
de Oliveira, 46.
Houve curto-circuito devido à queda
do raio. Um disjuntor (dispositivo que desliga automaticamente um
circuito elétrico) não funcionou, o que afetou outras linhas
de transmissão. O sistema demorou até três horas para
voltar ao normal.
Mato Grosso do Sul é campeão
no Brasil em incidência de queda de raios. Segundo Oliveira,
em algumas regiões do Estado caem 16 raios por quilômetro
quadrado por ano. Grande parte dessas descargas elétricas atinge
a rede de distribuição de energia.Risco de blecaute é
menor que em 99, diz Dilma
http://www1.folha.uol.com.br/folha/dinheiro/ult91u72495.shtml
EDUARDO CUCOLO
da Folha Online
A
ministra de Minas e Energia, Dilma Roussef, disse hoje que os investimentos
em linhas de transmissão e a queda no consumo de energia ajudaram
a reduzir o risco de um novo blecaute no país.
Dilma disse que a situação atual
do sistema elétrico brasileiro é bem diferente do que ocorreu
nos EUA ou do que aconteceu no país em 1999. Em março daquele
ano, o país ficou às escuras por causa de um blecaute
que teria começado com um raio que caiu em uma subestação
na cidade de Bauru (interior de São Paulo).
"Nos EUA, não houve apenas uma falha
sistêmica. Houve uma redução de investimentos na transmissão.
O mesmo problema que teve aqui em 99", afirmou Dilma.
Ela disse que todo sistema está sujeito
a falhas, mas que o Brasil tem hoje uma situação bem mais
confiável. "Teremos sempre algum risco, mas o sistema melhorou
em relação a 99. Naquela época, a rede estava em
absoluta sobrecarga, como aconteceu nos EUA", afirmou a mininistra,
se referindo ao apagão que atingiu os EUA a dez dias.
Dilma participou hoje do quarto encontro de energia promovido pela Fiesp.14/08/2003 - Fonte: Folha
Online
Cidades dos EUA e Canadá vivem caos em meio a blecaute gigante
Um dos maiores
blecautes da história causou muitos transtornos para milhões
de pessoas das regiões nordeste do EUA e sudeste do Canadá
pouco antes do fim desta tarde, paralisando transportes, fechando usinas
nucleares e levando milhares de pessoas às ruas em meio ao temor
de atentado terrorista.
O presidente americano, George W. Bush, descartou
a possibilidade de ataque terrorista e afirmou que o governo federal está
trabalhando com autoridades estaduais e locais para restaurar a distribuição
de energia para as cidades afetadas o mais rápido possível.
O governo canadense atribuiu o apagão
a um raio em uma usina de Niágara, no Estado de Nova York.
''Nós fomos informados que um raio atingiu
uma central elétrica na região de Niagara, no lado dos
EUA'', declarou Jim Munson, porta-voz do primeiro-ministro canadense,
Jean Chretien. Autoridades americanas, entretanto, contestam a afirmação
e dizem que ainda estão sendo investigados os motivos do corte
de luz.
No Canadá, mais de 10 milhões de
pessoas foram afetadas pelos cortes, que paralisaram a maior parte de
Ontario (sul), de acordo com autoridades.
Nos EUA, mais da metade do Estado de Nova York
ficou sem energia no apagão, que prejudicou também Ohio,
Michigan e Pensilvânia, informou o governador nova-iorquino, George
Pataki.
''Bem mais do que a metade da população
do Estado está sem energia'', declarou Pataki, que governa para
19 milhões de pessoas.
A Comissão Regulatória Nuclear
dos EUA informou que nove reatores nucleares, em quatro Estados americanos,
foram fechados após o grande apagão.11/07/2003 - Fonte: Folha
Online
Raio atinge árvore e quase torra dois nudistas em Moscou
Da Redação Em São Paulo
Dois
peladões russos que queimavam as brancas peles em uma praia do
rio Moscou escaparam de uma boa. Fugindo de um súbito temporal,
eles foram se abrigar debaixo de uma árvore. Como bem sabe qualquer
estudioso dos fenômenos elétrico-ambientais de raios e afins,
essa sempre é uma péssima idéia. Resultado: um
raio atingiu a árvore e quase torrou os branquelos.
Por sorte, os dois nudistas sofreram apenas
ferimentos leves, além, é claro, de um baita susto.
06/04/2003 - Fonte: Folha
Online
Raios e trovões!
MARCELO GLEISER
Vivemos em um mundo elétrico.
Em condições normais, durante um dia calmo num local plano
e descampado, o aumento na eletricidade da atmosfera é inicialmente
de cem volts por metro. Ou seja, do seu nariz até o chão
existe uma diferença aproximada de 200 volts, quase duas vezes
maior do que a eletricidade na tomada.
Imagino o leitor perguntando: "Mas, nesse
caso, por que não levamos grandes choques o tempo todo?".
A razão é que o corpo é um bom condutor de eletricidade.
Quando em contato com o chão, temos a sua mesma voltagem, que definimos
como sendo zero. Já com a atmosfera, a situação é
bem diferente.
Com o aumento de altitude, a variação
na voltagem diminui. Isso porque a voltagem depende da densidade do ar,
que também diminui com a altitude. Mas os números são
impressionantes. A diferença de potencial entre o topo da atmosfera,
a 50 quilômetros de altitude, e o chão é de 400 mil
volts.
De onde vem essa eletricidade toda? E o que a
mantém? Antes de mais nada, é importante frisar que ninguém
vai ser eletrocutado pela atmosfera. A menos, claro, que a pessoa seja
atingida por um raio. O ar, felizmente, não é um bom condutor
de eletricidade. Mas alguma flui, passando cargas elétricas do
céu para o chão.
Essa condutividade é causada por íons,
por exemplo, uma molécula de oxigênio que ganhou ou perdeu
um elétron, tornando-se eletricamente carregada. É bom lembrar
que correntes elétricas são causadas pelo fluxo de cargas
elétricas de um ponto a outro. Essas cargas são atraídas
por cargas opostas. No caso da Terra, cargas positivas são atraídas
para o chão. A questão então é de onde vêm
esses íons e por que eles não acabam ao serem neutralizados
na superfície.
Os
íons caem dos céus. Em 1912, o físico austríaco
Victor Hess usou um balão para testar a ionização
da atmosfera. Para sua surpresa, descobriu que ela aumenta com a altitude.
Uma nova área de pesquisa surgiu com a descoberta de Hess, os raios
cósmicos. No Brasil, por exemplo, um dos expoentes dessa pesquisa
no século 20 foi Cesar Lattes.
Raios cósmicos são originados provavelmente
no centro ativo de galáxias
distantes e outros objetos astrofísicos capazes de gerar verdadeiros
jatos de partículas, acelerando-as pelo espaço interestelar.
Ao chocarem-se com moléculas na atmosfera da Terra, essas partículas
podem arrancar alguns de seus elétrons. Como a chuva cósmica
é constante, a reserva de íons e, portanto, a fraca corrente
atmosférica são sempre renovadas.
Existem outros tipos de íon. Quando uma
onda arrebenta na areia, pequenas gotículas d'água salgada
são atiradas para o alto. Quando a água evapora, cristais
microscópicos de sal (NaCl) permanecem no ar, flutuando e coletando
íons que porventura passem perto deles. Mas esses cristais são
maiores e mais lentos do que os íons criados por raios cósmicos.
A condutividade do ar é bastante variável, pois ela depende
da quantidade local de íons mais rápidos e mais lentos.
Em grandes altitudes, a condutividade do ar aumenta
indiscriminadamente. A corrente total atingindo a superfície é
de aproximadamente 1.800 ampères. Com um potencial de 400 mil volts,
isso gera 700 milhões de watts de potência. O que mantém
esse enorme dínamo?
A 50 quilômetros de altitude, o ar é
um excelente condutor. É como se a Terra fosse envolvida por uma
esfera metálica, capaz de conduzir correntes horizontalmente. Mas,
se cargas positivas caem sobre a superfície da Terra constantemente,
o que a alimenta com as cargas negativas necessárias para neutralizá-las?
Existe aqui um equilíbrio de extrema elegância.
As cargas negativas são supridas por raios durante tempestades.
Em torno de 90% dos raios trazem cargas negativas para a superfície
da Terra. Estima-se que cem raios caiam por segundo sobre a superfície
da Terra, com um pico de atividade às 19h de Londres. (A floresta
amazônica tem um papel fundamental nesse mecanismo regulador.)
Os detalhes de como raios são gerados ficam
para outro dia. Mas, na próxima vez em que o leitor praguejar quando
a tempestade elétrica começar, lembre-se de seu papel regulador
da eletricidade em nosso planeta, constantemente bombardeado por cargas
vindas do espaço.
Marcelo Gleiser é professor de física
teórica do Dartmouth College, em Hanover (EUA) e autor do livro
"O Fim da Terra e do Céu"10/02/2003 - 13h30
Mãe e filho morrem eletrocutados na zona sul de São Paulo
do Agora São Paulo
Mãe
e filho morreram eletrocutados, na madrugada de ontem, no Jardim
São Norberto, zona rural de Parelheiros, zona sul de São
Paulo. Um raio atingiu um cabo de alta tensão na rua Tadao
Inoê, por volta das 2h30. Em seguida, o cabo elétrico, que
conduzia 13.800 volts, começou a chicotear o chão provocando
vários estrondos. Apavorada, a doméstica Andreia da Silva
Bezerra, 21, pegou seu filho, Jefersson Santana, 2, nos braços
e saiu de sua casa procurando ajuda.
Segundo depoimento de testemunhas à polícia,
chovia muito e Andreia correu com seu filho para não serem atingidos
pelo cabo. Ao tentar atravessar a cerca que separava sua casa da residência
do sogro, eles foram eletrocutados.
O
acidente foi registrado no 25º DP (Parelheiros), onde os policiais
disseram que os corpos foram encontrados um ao lado do outro, muito queimados.
Jefersson ainda teve um corte profundo no pescoço.
O
vice-presidente da Eletropaulo, Antoninho Borghi, disse que é comum
um cabo que conduz tanta energia ficar "agressivo", principalmente
se o solo estiver molhado. Segundo
ele, alguns metros próximos à região atingida podem
ficar energizados. "Não é possível evitar um
caso como esse. Infelizmente ela encostou na cerca que estava energizada."
Segundo
Borghi, a Eletropaulo foi acionada às 3h, mas teve dificuldade
para encontrar a casa de Andreia. Somente às 5h a empresa chegou
ao local. Uma equipe de assistência social da Eletropaulo falou
ontem com a família, oferecendo apoio.
O
vice-presidente ainda alertou para que, nesses casos, a Eletropaulo seja
acionada imediatamente. "Em seguida, é preciso sair do local
atento para não encostar em locais que possam estar energizados",
alertou.
11/07/2002 - 10h31
Física: Entenda os raios, os relâmpagos e os trovões
TARSO PAULO RODRIGUES
da Folha de S.Paulo Em
1752, o cientista americano Benjamin Franklin conseguiu, ao usar uma pipa
de papel durante uma tempestade, captar a eletricidade desenvolvida nas
nuvens para alguns aparelhos de seu laboratório. O sucesso de sua
famosa e perigosa experiência permitiu que essa poderosa descarga
elétrica, o raio, começasse a ser mais bem compreendida. Pesquisas
recentes mostram que as nuvens que causam fortes tempestades são
denominadas cúmulos-nimbos. Elas têm extensão vertical
de alguns quilômetros, com a base situada entre um e dois quilômetros
acima do solo e o topo atingindo até 20 quilômetros. Devido
às correntes de convecção e aos ventos muito fortes,
que sobem pelo centro e descem pelas extremidades, ocorrem colisões
entre o granizo e os cristais de gelo dentro da nuvem. O atrito gerado
eletriza os cristais com carga positiva geralmente na parte superior da
nuvem e o granizo com carga negativa na parte inferior dela. Dessa forma,
ocorre a indução de uma carga positiva na superfície
da Terra, estabelecendo um campo elétrico. À
medida que as cargas se vão avolumando, o campo elétrico
vai se tornando cada vez mais intenso. Quando supera o limite da capacidade
dielétrica (ou isolante) do ar atmosférico, que geralmente
varia de 10 mil a 30 mil volts por centímetro, o ar torna-se condutor
e uma enorme descarga elétrica ruma ao solo, ou melhor, preferencialmente
ao ponto mais alto do solo (árvores, pára-raios, torres
de transmissão de eletricidade e, eventualmente, pessoas). O
tempo de duração de um raio é aproximadamente meio
segundo e são transferidos 1020 elétrons da base da nuvem
para a Terra. Esse número equivale à potência de 100
milhões de lâmpadas comuns! Uma
nuvem cúmulo-nimbo típica produz de um a três raios
por minuto, o que permite imaginar a enorme quantidade de energia liberada
por um conjunto de nuvens durante uma tempestade. A luz que acompanha
o raio resulta da ionização do ar, constituindo o relâmpago. Com
o súbito aquecimento (entre 15.000º C e 30.000º C), ao
longo da descarga elétrica, o ar sofre uma expansão violenta,
criando assim as fortes ondas sonoras, conhecidas como trovão. Estudos
mostram que o Brasil é um dos campeões mundiais desse fenômeno.
São 100 milhões de raios a cada ano. Vale lembrar que não
é recomendável proteger-se embaixo de uma árvore,
num descampado, durante uma tempestade.
Tarso
Paulo Rodrigues é professor e coordenador de física do Colégio
Augusto Laranja
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